Profissionais da administração direta conquistam retorno de gratificação isonômica

30 jun 2010
dsc05634Profissionais lotam auditório do SENGE-PB.

Os engenheiros, arquitetos, agrônomos e demais funcionários do Grupo STC 1900 vinculados à Administração Direta comemoraram nesta terça-feira, dia 29, a primeira conquista da categoria fruto de negociação de seus representantes com a gestão atual do Governo do Estado: o retorno da gratificação isonômica, no valor de R$ 400, que havia sido retirada gradativamente dos profissionais de alguns órgãos pelo governo anterior. A reimplantação ocorreu já na folha de pagamento deste mês.

O anúncio foi feito pelo engenheiro Armando Marinho, presidente do Sindicato dos Engenheiros da Paraíba (SENGE-PB), durante Assembleia Extraordinária da categoria realizada na tarde de ontem, na sede da entidade, com a presença significativa dos profissionais, inclusive delegações de Campina Grande, Patos e Guarabira e mesa formada por representantes do SENGE-PB (capital e regionais), CREA-PB, SINDARQ-PB e AEA-PB, além do deputado estadual João Gonçalves e da engenheira Giucélia Figueiredo, vice-presidente do SENGE-PB e secretária de desenvolvimento humano, que tiveram atuação determinante em todo o processo de articulação política e negociação, intermediando o diálogo com o secretário de administração, Antônio Fernandes, e o governador José Maranhão.

Giucélia Figueiredo relatou que o sucesso nesta negociação não foi nada fácil e deu-se graças a um intenso processo de articulação interna e pressão, inclusive com a participação direta dos profissionais da base que se mantiveram mobilizados, buscando as entidades e contatando quase que diariamente aqueles que estavam à frente das negociações.

O presidente Armando Marinho pontuou que a categoria tem se mostrado bastante unida e que as entidades representativas estão se fortalecendo, atuando conjuntamente sempre que possível. O deputado João Gonçalves, motivo de diversas manifestações de agradecimento dos presentes, parabenizou a mobilização dos profissionais e disse estar apenas fazendo seu trabalho enquanto representante político, colocando-se à disposição da categoria para encaminhar o que for necessário.

Apesar da conquista ser importante, os profissionais relatam defasagem salarial, pois a principal reivindicação da categoria não foi atendida - a atualização da tabela salarial, com correção de valores tomando como base o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração já existente. Giucélia Figueiredo também mencionou falhas no PCCR como a falta de uma data-base para atualização do piso da categoria e a necessidade de mudança de um artigo do plano que determina um prazo de cinco anos de sua publicação para mudança de nível, o que vem prejudicando diversos profissionais. As entidades continuarão articuladas e aguardam apenas o fim do período eleitoral para retomarem as negociações.