João Gonçalves irá auxiliar negociações dos profissionais da administração direta com o governo estadual

26 mar 2010

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Os profissionais das áreas de engenharia, arquitetura e agronomia da administração direta, vinculados ao governo do estado, deram prosseguimento às ações de mobilização permanente, na manhã desta sexta-feira, dia 26, com a realização de uma nova assembleia, na sede do SENGE-PB, que contou com a presença do deputado estadual João Gonçalves e de representantes das regionais do sindicato em Patos e Campina Grande.

Armando Marinho, presidente do SENGE-PB, e Paulo Laércio, presidente do CREA-PB, comunicaram à plenária que, até o momento, não receberam nenhum retorno, por parte da Secretaria de Administração, a respeito das reivindicações da categoria, que denuncia a defasagem salarial, e solicita correção de valores, com base no Plano de Cargos, Carreira e Remuneração já existente, e o retorno da gratificação isonômica, no valor de R$ 400, retirada gradualmente pelo governo anterior.

Em reunião com representantes das entidades de classe da categoria, realizada há aproximadamente 15 dias, o secretário Antonio Fernandes Neto havia se comprometido a fazer análise de repercussão financeira para atendimento dos pleitos da categoria e reunir-se com o governador José Maranhão para tratar do assunto, mas, aparentemente, nada foi feito.

O deputado João Gonçalves, que atuou junto ao sindicato na conquista do PCCR dos engenheiros da administração direta, se comprometeu publicamente a auxiliar a categoria nas negociações, sendo um interlocutor junto ao governador para viabilizar uma audiência, fazendo um novo pronunciamento a respeito da temática na próxima terça-feira, dia 30, (na última terça-feira, dia 23, o parlamentar fez em plenário a leitura de nota de interesse dos profissionais) e a acompanhar as ações das entidades até que a situação seja solucionada de maneira favorável à categoria. “Ajudamos a construiu o PCCR, mas o plano foi para aquele momento. Se não for corrigido, com o tempo ele zera e tudo vai continuar como antes, como se não tivesse plano”, disse o João Gonçalves.

O presidente Armando Marinho explicou ao parlamentar que o desejo das entidades é que todos os profissionais de engenharia, arquitetura e agronomia que trabalham para o governo do estado tenham a mesma remuneração, pois atualmente existem diversos PCCRs, diferenciando através dos vencimentos aqueles que atuam no DETRAN, administração direta e administração indireta. O dirigente do SENGE-PB concluiu dizendo que a isonomia salarial, além de ser o caminho mais justo para acabar com as distorções, é um meio de unir a categoria.

Segundo Tadeu Nóbrega, um dos membros da comissão definida para conduzir as negociações juntamente com os representantes das entidades, os profissionais querem apenas o nivelamento do PCCR que já existe, pois sem a correção cada servidor está perdendo R$ 130 por salário mínimo que recebe, enfatizando também que, em todo o estado, são apenas 685 profissionais que se enquadram no plano, sendo pequena a repercussão financeira no orçamento do governo estadual a partir do atendimento às solicitações da categoria.

Outro membro da comissão, Sebastião Urtiga, apresentou aos presentes demonstrativos financeiros da remuneração dos profissionais da administração direta antes da implantação do PCCR, a progressão de perdas até os dias atuais e uma projeção de como ficará a situação daqui a alguns anos caso a correção nos vencimentos não ocorra, chegando, em poucos anos, a um nível salarial mais baixo do que o existente antes do plano de cargos, carreira e remuneração.

A comissão, composta ainda por Genival Alexandre Barbosa e Edson Pessoa de Carvalho, ficou responsável por elaborar um documento memorial com os números do demonstrativo e as reivindicações da categoria, que será enviado a todos os deputados da Assembleia Legislativa. A próxima assembleia dos profissionais da administração direta será no dia 06 de abril, às 9h.