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INSETICIDA ISRAELENSE PODE SALVAR PECUÁRIA DA PARAÍBA Um inseticida desenvolvido pela empresa israelense Milenia Agrociências pode ser a "salvação da lavoura" que os pecuaristas do semiárido paraibano esperam para controlar a praga (cochonilha de carmim) que quase dizimou a palma forrageira, base alimentar do gado leiteiro e do gado de corte daquela região do Estado. "São quatro anos e meio conversando com empresas como a Milenia na tentativa de registrar um inseticida para palma. Além do contato com empresas de pesquisa na busca de um inimigo biológico da cochonilha e o desenvolvimento de variedades resistentes. "Não podemos perder a palma para este inseto", diz Mário Borba, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (FAEPA). O produto que leva o nome comercial de Galil SC, aguarda apenas o registro estadual e publicação da liberação de uso no Diário Oficial da União para início da distribuição e uso no estado. Após o registro está previsto o lançamento oficial do produto na Paraíba pela Milenia. Para Mário Borba, o registro de um defensivo para palma é uma vitória para a Paraíba. "A devastação pela cochonilha trouxe grandes prejuízos para todo o estado. Com o problema controlado, temos certeza que a produtividade vai voltar a crescer e o setor rural se desenvolver cada vez mais", prevê ele. A Milenia Agrociência atua no segmento de agroquímicos genéricos. Tem cerca de quinhentos funcionários distribuídos em duas unidades industriais, sendo uma em Taquari, no Rio Grande do Sul, e a outra em Londrina no Paraná, além de oito regionais de vendas que atendem produtores no Brasil e no exterior. A companhia faz parte do Grupo Israelense Makhteshim Agan, presente em mais de cem países. VARIEDADES RESISTENTES Outra alternativa no combate a cochonilha de carmim é a utilização de variedades resistentes da palma, como a espécie conhecida como orelha de elefante, de origem mexicana e também cultivada na Bahia e a cultivar PB 1, desenvolvida pela EMBRAPA e EMEPA. Trabalhos de disseminação e multiplicação de sementes resistentes estão acontecendo em vários municípios do sertão paraibano, como Catolé do Rocha, Patos, Catingueira e Aparecida. Da redação do Jornal Contra Ponto |