Indústria debate importância da inovação na engenharia brasileira

14 mai 2009
Fonte: CNI

O Brasil retomou o caminho de elevação de superávit da exportação, porém a nossa pauta é composta, em grande medida, por produtos primários. Enquanto isso, os produtos industrializados representam até 90% da pauta de exportação da China e 70% da Índia. No Brasil, o índice é de aproximadamente 30%.

A afirmação foi do superintendente corporativo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Antonio Carlos Brito Maciel, na abertura da reunião plenária do programa Inova engenharia, da CNI, que está sendo realizada nesta quarta-feira, 13 de maio, em Brasília, com a presença de representantes do governo, empresários, líderes educacionais e pesquisadores para debater o futuro da engenharia no país.

Segundo ele, os índices são preocupantes na medida em que se verifica que a elevação da exportação de bens industrializados está intimamente ligada à tecnologia.

“Esse é um grande desafio que o Inova engenharia tem buscado: aliar ciência à tecnologia”, disse Maciel.

Para o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), Marco Antonio Zago, o encontro reflete os componentes fundamentais para promover a modificação necessária na atual condição do país.

“Nos países desenvolvidos, quem produz patentes são cientistas, engenheiros e tecnólogos que atuam no setor produtivo. No Brasil, grande parte desses profissionais está nas universidades e Institutos de pesquisa. É preciso então que o setor produtivo ofereça oportunidades para esses profissionais promoveremm a inovação, que é feita nas empresas e não na universidade”.

Segundo ele, é necessário introduzir alterações nos setores educacional, produtivo e profissional.

“Comemoramos o aumento da produção científica Brasileira, mas quando olhamos o perfil dessa produção, verificamos que há uma grande diferença em relação aos países de crescimento acelerado, como a China e Coréia. Nesses países as engenharias aparecem em primeiro lugar. No Brasil, apenas em quinto lugar”.

O presidente do Conselho Federal de engenharia, arquitetura e Agronomia (Confea), Marcos Tulio Melo, acredita que o grande desafio do setor produtivo Brasileiro é obter a cultura inovadora.

“O empresariado Brasileiro ainda não acordou para a importância da absorção dessa mão-de-obra altamente especializada como estratégia para o desenvolvimento e competitividade a nível internacional”.

Os debates prosseguem seguem até o final do dia. No painel “engenharia para o Desenvolvimento” será divulgado o documento com os dados da engenharia no Brasil. trabalho coordenado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-Rio).