GT-Haiti discute propostas da primeira versão do Projeto de Capacitação Técnica
14 jul 2010FONTE: Evelin Campos
Assessoria de Comunicação do Confea
O Grupo de Trabalho do Haiti (GT Haiti) do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) se reuniu ontem (12) para discutir a elaboração da primeira versão do Projeto de Capacitação Técnica, cujas propostas serão analisadas pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), entidade vinculada ao Ministério de Relações Exteriores (MRE) que está coordenando os trabalhos de reconstrução do Haiti.
Em Missão Técnica enviada ao país em maio deste ano, o engenheiro civil especialista em planejamento urbano Aluizio Câmara, indicado pelo GT para representar o Confea, constatou que a fragilidade das construções e a escassez de assistência técnica por parte de profissionais capacitados na execução de obras são alguns dos principais problemas.
Dentro desse contexto, a criação de uma entidade que possa regulamentar as profissões de engenharia, arquitetura e agronomia e fiscalizar as ações dessas categorias está entre os objetivos mais importantes, sendo tema amplamente discutido na reunião. A sugestão do GT é de implantação de um projeto de criação de um Colégio de Engenheiros no Haiti. Foi unânime a ideia de que é preciso estabelecer um intercâmbio entre o Brasil e o Haiti.
O conselheiro federal e coordenador do GT, Kléber dos Santos, acredita que a inserção deve ser planejada e estruturada de forma a não desrespeitar aquele país. “A ideia é tornar o Confea líder na formação do Colégio sem ferir a soberania do Haiti”, afirmou.
A ação estratégica para formalizar a construção do Colégio será dividida em três fases, que deverão ocorrer nos dois países. Na primeira, o Brasil vai sediar um workshop para a discussão e organização de propostas, que contará com a participação da ABC; da União Pan-americana de Associações de Engenheiros (Upadi); e de engenheiros, arquitetos e agrônomos brasileiros e haitianos. Para isso, o Palácio do Itamaraty já confirmou que vai trazer representantes do Haiti para conversar com representantes do Confea.
Na segunda fase o GT sugeriu a realização de uma reunião no Haiti, para apresentação e sistematização das propostas lançadas na primeira etapa. A terceira e última fase prevê um seminário de fechamento, também no Haiti, com a presença dos governos brasileiro e haitiano, além de entidades do setor de engenharia. “Queremos aproveitar o momento de calamidade para ajudar o país haitiano a construir um trabalho de engenharia próprio e de qualidade”, destacou Kléber.
A previsão de conclusão das três fases é até o final do segundo semestre de 2010, mas as propostas debatidas pelo GT ainda precisam ser estudadas pela ABC, que deve ainda devolver o documento para eventuais ajustes.