Estudos para escoamento de gás na região do pré-sal

28 mai 2009
FONTE: Bruno Hennington
Nicomex Notícias

A diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou que entregará, até março de 2011, a conclusão dos estudos para o escoamento de gás da região do pré-sal. A estatal estuda tanto a possibilidade de desenvolver os projetos sozinhos, como com a participação de parceiros. Segundo a diretora, “primeiro será preciso definir se vamos desenvolver o projeto sozinhos ou com sócios. Não precisamos, obrigatoriamente, de alguém no projeto, mas preferimos um sócio. Mas, se complicar muito, vamos sozinhos”, disse ela.

O escoamento do gás produzido no pré-sal é um dos maiores desafios a serem equacionados pela Petrobras. A raiz do problema está no fato de a nova fronteira petrolífera ficar a acerca de 200 quilômetros da costa, o que inviabilizaria a construção de um gasoduto. A estatal trabalha com a possibilidade de liquefazer o gás ainda em alto-mar, utilizando uma plataforma flutuante.

Ainda de acordo com Maria das Graças, entre as dificuldades de se encontrar um parceiro ideal para o desenvolvimento das propostas está a preferência de algumas empresas de entrar como única sócia no negócio.

Segundo a executiva, o prazo de 2011, precisa ser cumprido porque a construção do projeto de escoamento do gás deve levar cerca de cinco anos para ficar pronto. Ela informou também, que a estatal está pronta para entrar no leilão de energia eólica, previsto para ser realizado ainda este ano.

A diretora da Petrobras disse ontem que enviou carta ao Ministério de Minas e Energia alertando que não cabe à estatal escolher quais térmicas em construção poderão mudar a fonte de geração de energia de óleo combustível para gás natural. “É preciso que se faça uma portaria que dê respaldo jurídico para essa mudança. Nós não podemos definir isso”, argumenta ela. A substituição das fontes de energia é uma orientação do ministério, que quer reduzir a emissão de gases poluentes para a atmosfera.

Ainda essa semana, A Petrobras divulgou um comunicado informando que teve uma produção média em abril de 2,285 milhões de barris equivalentes de petróleo e gás por dia no Brasil, volume 6,0% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado. A produção, no entanto, foi 1,3% inferior à de março deste ano devido à parada programada para manutenção de três plataformas na Bacia de Campos.

Em abril, a produção de gás natural no Brasil foi de 49,24 milhões de metros cúbicos diários, praticamente o mesmo volume que em abril do ano passado e que em março de 2009. A produção de gás no exterior foi de 16,9 milhões de metros cúbicos diários, com aumento de 3% em relação a março - provocado pelo crescimento da demanda do gás proveniente da Bolívia - e uma redução de 2% em comparação com abril.