Engenheiros da administração direta aguardam retorno do governo estadual
12 mar 2010
Os engenheiros, arquitetos e agrônomos vinculados ao governo do estado decidiram que permanecerão em mobilização permanente, porém sem paralisação, realizando reuniões periódicas de articulação, todas as sextas-feiras, e aguardando um retorno da administração estadual até a próxima quarta-feira, dia 17, data limite para a categoria avaliar a adoção de outras medidas.
A decisão surgiu das propostas encaminhadas na manhã desta quinta-feira, dia 11, em Assembleia Geral realizada no auditório do SENGE-PB (Sindicato dos Engenheiros no Estado da Paraíba) a fim de tratar da gratificação isonômica e atualização da tabela salarial. Armando Marinho, presidente do SENGE-PB, conduziu os trabalhos, juntamente com Paulo Laércio, presidente do CREA-PB.
Armando Marinho abriu a reunião relatando aos presentes as ações do SENGE-PB em prol da negociação com o governo estadual das pautas de interesse dos engenheiros da administração direta. O ofício conjunto enviado pelas entidades de classe (SENGE-PB, CREA-PB, IAB-PB, SINDARQ-PB, AEA-PB e Clube de Engenharia) em 14 de abril de 2009, solicitando audiência com o executivo estadual, foi a primeira ação realizada junto ao atual governo. Em 09 de junho do mesmo ano, as entidades de classe encaminharam novo pedido de audiência, desta vez ao secretário de administração. No dia 13 de junho, uma nota sobre a negociação foi publicada nos jornais, havendo, posteriormente, um debate com a participação de deputados sobre gratificação isonômica e atualização da tabela salarial.
Apenas após o envio de ofício ao secretário chefe da casa civil, Marcelo Weick, os representantes das entidades de classe foram recebidos em audiência. O chefe da casa civil solicitou documentação, como o estudo de repercussão financeira, informações encaminhadas prontamente pelas entidades.
Em 24 de fevereiro deste ano, novo ofício foi encaminhado ao secretário de administração, reiterando o pedido de audiência. Neste mês de março, o secretário recebeu as entidades se comprometendo a fazer uma análise financeira do atendimento aos pleitos e manter contato com o governador para dar retorno breve aos profissionais da categoria.
O presidente do CREA-PB esclareceu que não houve qualquer acordo para a retirada da gratificação isonômica, fato decidido à revelia das entidades de classe. O engenheiro agrônomo Sebastião Pereira Urtiga apresentou um quadro de evolução financeira dos profissionais de engenharia da administração direta e afirmou que, pela análise que fez, o salário inicial, para aqueles que estão no nível 1, deve ser de R$ 3.350,60, o que representa um aumento de 34,22%. A plenária aprovou a proposta de Urtiga para que seja este o valor referencial para as negociações com o governo do estado.
Armando Marinho, presidente do SENGE-PB, disse que o sindicato está à disposição para encaminhar as decisões dos engenheiros: “quem pauta as ações do sindicato são seus associados. A direção apenas encaminha o que a plenária decidir. Não fazemos nada sozinhos. As propostas devem vir de vocês”.
Uma comissão de acompanhamento foi formada e na reunião da próxima sexta-feira, dia 19, haverá avaliação do quadro geral, dependendo do retorno do executivo estadual, para a definição de novos encaminhamentos.