Conselheiro do SENGE-PB é candidato à Coordenadoria Nacional de Engenharia Civil

03 fev 2009

red

Antônio Carlos Aragão, conselheiro do Sindicato dos Engenheiros na Paraíba (SENGE-PB) junto ao CREA-PB, está trabalhando sua candidatura à Coordenadoria Nacional das Câmaras Especializadas de Engenharia Civil 2009 do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CONFEA).

A eleição acontece no próximo dia 13 de fevereiro durante o Encontro de Líderes do Sistema CONFEA, em Brasília. Só os coordenadores regionais das câmaras especializadas de engenharia civil de cada estado da Federação, e do Distrito Federal, têm direito a voto. São, portanto, 27 eleitores formando o colegiado que definirá o nome do novo coordenador nacional que, após a votação, terá posse imediata.

O coordenador nacional participa das regiões dos colégios de presidentes, das plenárias do Conselho Federal e reuniões de comissões permanentes do CONFEA, cuja mais importante para os coordenadores é a comissão de ética e exercício profissional a qual a coordenação está intimamente ligada. Todos os documentos, solicitações, decisões dos coordenadores regionais e do coordenador nacional são encaminhadas para a Comissão de Ética e Exercício Profissional do Conselho.

Os coordenadores regionais se reúnem três vezes por ano para tratar de assuntos diversos da área de engenharia civil. Na primeira reunião anual, o coordenador nacional é eleito, passando a dirigir os trabalho desse fórum.

Antonio Aragão já foi coordenador nacional no ano de 2006 e desde o ano passado vem realizando um trabalho prévio de articulação junto aos demais coordenadores regionais. Ele esclarece que os últimos coordenadores nacionais eram do Centro-sul e menciona a importância de ter uma pessoa identificada com os problemas específicos da engenharia civil do Nordeste: “muitas vezes os profissionais das regiões Sul e Sudeste vão de encontro a alguns posicionamentos nossos como, por exemplo, a transposição do rio São Francisco, por absoluta falta de conhecimento. Tendo uma pessoa do Nordeste numa função como essa é mais uma voz que vai defender as demandas de nossa região e pode trazer benefícios efetivos não apenas para nosso Estado”, esclareceu o candidato.

Enquanto proposta de campanha, o coordenador regional da Câmara Especializada de Engenharia Civil da Paraíba menciona a necessidade de fortalecer a engenharia civil como um todo. Antonio Aragão esclarece que, ao longo dos anos, a engenharia civil, por ser a mais antiga, tem perdido atribuições à medida que novas profissões vão surgindo. Apesar de afirmar não ter nada contra o surgimento de novas funções, Antonio Aragão demonstra o desagrado e preocupação da categoria que quer manter todas as atribuições primárias da profissão de engenheiro civil.

Para o candidato, a participação efetiva na Coordenadoria Nacional é uma forma de encaminhar as demandas relativas ao exercício da profissão, visando à tomada de atitudes de forma conjunta entre todos os CREAs do país. “Quando levamos nossos problemas para um fórum como a Coordenadoria Nacional cada CREA leva seu posicionamento e saímos com uma definição de todo o Brasil para o Conselho Federal, tendo muito mais força. A Coordenadoria Nacional é essencialmente um órgão político de defesa dos interesses dos engenheiros civis e de uniformização dos procedimentos dos CREAs para que todos adotem a mesma posição quanto a situação semelhantes”, disse Antonio Aragão.