Perspectivas futuras (Parte I de II)

09 dez 2008

Eng. Arnaldo Moura Bezerra , M.Sc.




Não resta dúvida de que as fontes renováveis de energia terão participação cada vez maior na matriz energética global do terceiro milênio.

Existe atualmente uma preocupação crescente, em termos mundiais, com os problemas ambientais decorrentes principalmente da intensa atividade humana na busca de blocos de energia cada vez maiores, com base nos combustíveis fósseis, além da preocupação evidente de um consenso direcionado para um desenvolvimento sustentável. E isto resulta em ações e pesquisas com base no desenvolvimento tecnológico, capazes de reduzir custos e viabilizar a geração de energia partindo de fontes renováveis ecologicamente corretas.

O fato é que o emprego diversificado do petróleo e seus derivados ao longo dos anos contribuiu assustadoramente para inúmeras formas de agressão à NATUREZA com conseqüências que já começam a ameaçar os limites da racionalidade e a própria biosfera, a tal ponto de constituir na atualidade uma ameaça assustadora para as gerações futuras.

O Brasil, pródigo por natureza de recursos energéticos renováveis, não poderia ficar à margem do desenvolvimento e da aplicação de tecnologias alternativas ecologicamente corretas na busca incessante de energia nas mais diferentes formas de geração.

Com uma matriz energética das mais ecológicas do mundo, já que quase a totalidade de geração elétrica é oriunda de fontes renováveis, o Brasil busca, nesse início de milênio, diversificar sua matriz com o emprego de fontes renováveis, objetivando contribuir ainda mais para reduzir, ou mesmo eliminar, tanto quanto possível as emissões de gases poluentes responsáveis pelo efeito estufa adicional que já começa a preocupar a sociedade científica do mundo globalizado.

Já faz algum tempo que se discute no Brasil a adoção das fontes renováveis de energia na matriz energética brasileira. Dessas discussões nasceu o FORO PERMANENTE DAS ENERGIAS RENOVÁVEIS e as Declarações de Belo Horizonte em 1994, Brasília em 1995 e São Paulo em 1996; oriundas de eventos realizados nas respectivas cidades, além de Centros outros relacionados com os estudos e desenvolvimento da energia solar e eólica.