O Desafio Energético do Século XXI

12 jun 2008

Eng. Arnaldo Moura Bezerra , M.Sc.




ENERGIA - fator primordial para o desenvolvimento das civilizações desde as mais remotas até a contemporaneidade.

Podemos dizer que a energia pode ser entendida sob as mais diferentes manifestações da matéria como, por exemplo: na força de coesão dos átomos, nos cursos de água, no movimento das marés, na ação dos ventos, nos combustíveis fósseis, nos vegetais, em determinados minerais, na combustão da matéria, na força muscular do homem e dos animais, na atração gravitacional da Terra, no calor próprio da Terra, nas emanações eletromagnéticas do sol, no equilíbrio do universo, na NATUREZA, enfim.

A energia pode representar um estado de espírito, a capacidade de realizar um trabalho, o trabalho armazenado nas moléculas de um corpo, um estado de transição da matéria, etc.

O estado de repouso ou de movimento de um corpo segundo um plano tomado como referência no campo gravitacional da Terra, é também uma manifestação de energia.

Filosoficamente a energia pode ser entendida como vigor, atividade, força moral, virtude.

Nos abstraindo das conceituações puramente filosóficas a energia é entendida como a capacidade de realizar um trabalho.

De acordo com os conceitos termodinâmicos a mais importante característica da energia é que ela não pode ser, por nenhum meio criada ou destruída, muito embora possa ser transformada. O limite máximo dessa transformação é definido pela sua forma calorífica, isto é, a degradação da energia.

A demanda de energia não é só de eletricidade de origem hídrica, é também de combustíveis líquidos. E é exatamente nos combustíveis líquidos, aqueles derivados do petróleo, que reside a preocupação da humanidade no sentido de garantir um futuro energético compatível com a evolução científica, tecnológica e socioeconômica da Humanidade.

A sociedade do petróleo ou mais precisamente a era do carbono que já ultrapassa os 150 anos, representada pelos combustíveis fósseis, cuja exploração comercial teve início em 1856 com a perfuração do primeiro poço de petróleo pelo coronel Drake às margens do Rio Oil Creek em Titusville nos Estados Unidos, parece estar no fim! Não exatamente em decorrência de extinção de suas reservas mundiais muito embora existam previsões de que tais reservas estejam com seus dias contados conforme apregoam os estudiosos do assunto, previsões estas via de regra conflitantes, como veremos, porém a possibilidade do aquecimento global é uma forte indicação de que tenhamos que reduzir drasticamente ou mesmo eliminar o uso dos combustíveis fósseis já no início do século XXI.

Mas apesar destas previsões estima-se que a demanda mundial por energia de origem fóssil (petróleo), tende a dobrar até o ano 2030. Previsões há de que a produção mundial de petróleo atingirá o topo em 2040 e a partir daí haverá uma queda gradual da produção.

Por outro lado, conforme notícia publicada pelo Jornal do Meio Ambiente, datada de 29/10/2004, a análise feita pela Agência Internacional de Energia (AIE) indica que a “demanda mundial de energia crescerá 60% até o ano 2030 puxada pelo petróleo e o combustível responderá por 85% do aumento da procura mundial.”

Já os mais pessimistas prevêem o esgotamento de todas as reservas de petróleo nos primeiros anos do século XXI, podendo este processo ser retardado por pouco tempo, decorrente de alguma descoberta do tipo Mar do Norte ou México (3) Como vemos, não há um consenso entre os estudiosos e especialistas com relação ao declínio do petróleo.

Há quem afirme que se mantendo a atual tendência de consumo energético, o petróleo se esgotará até o ano 2060.

Os senhores responsáveis pelos futuros planejamentos energéticos do mundo devem refletir cuidadosamente sobre tão angustiante assunto e levar em consideração as advertências dos cientistas os quais não escondem a preocupação com relação ao futuro do Planeta quando afirmam que, se medidas drásticas não forem tomadas a curto e médio prazos, a ameaça do colapso ambiental poderá se concretizar ainda neste século XXI.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Carbono Brasil - Energias renováveis
www.carbonobrasil.com.br/noticias.esp

Ministério de Minas e Energia
www.mme.gov.br/proinfa/texto-Energias Renov.htm

Atualidade Econômica - Daniel Faraco - pág.4