MUDANÇAS CLIMÁTICAS Parte VI (de VI)

24 nov 2008

Eng. Arnaldo Moura Bezerra , M.Sc.




1 - O aumento da temperatura planetária provocará maior evaporação dos oceanos, aumentando o teor de vapor na atmosfera, que fará crescer ainda mais o efeito estufa, já que o vapor também contribui para o aquecimento natural da atmosfera.
2 - Os ventos são diretamente influenciados pelas temperaturas, logo é possível que ocorram mudanças nas direções de certas correntes, o que poderia alterar o ritmo e a distribuição das chuvas de forma imprevisível.

3 - A maioria dos cientistas já acredita que já começou o processo de degelo das calotas polares devido ao pequeno aumento de temperatura já verificado em nossa atmosfera. Esse degelo, se prosseguir em longa escala, poderá elevar o nível dos mares resultando em inundações sem precedentes na história.

4 - Com estas e muitas outras mudanças o aumento do efeito estufa pode provocar é de se supor que grandes alterações ecológicas aconteceriam, causando extinção em massa de muitas espécies, cujas conseqüências são imprevisíveis.

Além disto o aumento do efeito estufa poderá afetar o equilíbrio ambiental com modificações no crescimento dos seres dos reinos vegetal e animal. O surgimento de furacões, terremotos, tempestades e o degelo das calotas polares poderá, por sua vez, fazer subir o nível dos mares acima de um metro o que resultaria no êxodo de aproximadamente 60% dos habitantes das zonas costeiras do Planeta.

Os países altamente industrializados e os em via de desenvolvimento deverão contribuir de forma decisiva para o estabelecimento de uma política mundial que reduza gradual e sistematicamente a poluição no Planeta em todos os seus aspectos para que as futuras gerações não fiquem condenadas à estagnação, incompatível com a dignidade humana e o direito a vida.

Novas tecnologias na geração de energia devem obrigatoriamente fazer parte do contexto energético mundial como uma condição imprescindível para o estabelecimento de uma política que privilegie prioritariamente as alternativas energéticas ditas não convencionais entre elas a solar, na sua conversão direta e térmica, além da energia eólica.

Só assim, com o emprego de tecnologias não poluentes, objetivando principalmente reduzir o consumo dos combustíveis fósseis, é que poderemos restabelecer o equilíbrio da atmosfera de modo que modificações climáticas profundas e imprevisíveis não venham ocorrer no futuro.

Segundo o físico Warren Wiscombe, pesquisador da NASA, certa feita em visita à COPPE, ao ser perguntado sobre a utilização das fontes alternativas de energia com o objetivo de amenizar o problema da poluição do Planeta, assim se expressou:

“Sou totalmente a favor do desenvolvimento de novas fontes renováveis de energia, como o Brasil fez com o álcool. A energia solar e o uso do hidrogênio como fonte energética também podem ser ótimas opções. É uma pena que não tenhamos insistido nesse caminho nos anos 70 - década em que os países. produtores de petróleo aumentaram o preço do produto, desencadeando uma crise econômica mundial. Como mais tarde a gasolina voltou a ficar barata, não houve mais o interesse em se fazer investimentos nesse setor. O governo Reagan praticamente paralisou as pesquisas nesse sentido.”